CAROLINE GOMES MARTINS FORTE

Possui graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Espírito Santo (2012). Atualmente é nutricionista efetiva na Prefeitura Municipal de Jataí-Goiás, onde atua na área clínica hospitalar. (Texto informado pelo autor) lattes LATTES

 

Dados de Conclusão:

AUTOR: CAROLINE GOMES MARTINS FORTE
TÍTULO:ASSOCIAÇÃO DE FATORES DE RISCO PARA TOXOPLASMOSE EM PACIENTES INTERNADOS COM SUSPEITA DE LESÕES NEUROLÓGICAS EM JATAÍ-GO
ORIENTADOR: Professora Doutora  LUDIMILA PAULA VAZ CARDOSO
Coorientador: Professor Doutor HANSTTER HALLISON ALVES REZENDE
DEFESA DA DISSERTAÇÃO: 02/08/2021

 

Resumo:

A toxoplasmose é uma doença infecciosa, endêmica, causada por Toxoplasma gondii. Devido ao seu caráter de infecção oportunista, a importância epidemiológica dessa doença se dá pela significativa morbidade e mortalidade em indivíduos com sistema imunológico comprometido e em grupos de gestantes. Acredita-se que, devido às características primordiais para o meio da infecção, a aquisição da toxoplasmose está intimamente relacionada aos fatores socioculturais e socioeconômicos, ligados principalmente aos modos de higiene e hábitos alimentares de cada indivíduo, além de acesso à saúde, educação, saneamento básico e controle de reprodução de gatos livres. Sabe-se que dentre as infecções oportunistas, a neurotoxoplasmose é uma das causas mais comum de lesões neurológicas focais, atingindo principalmente indivíduos com baixa contagem de células T CD4+. Dessa maneira, é de grande importância a sorologia e a análise dos fatores de risco associados à probabilidade desta população estar em risco de ter a toxoplasmose e aqueles com alterações neurológicas, a de ter neurotoxoplasmose. Esse estudo teve como objetivo relacionar os fatores de risco para o desenvolvimento da toxoplasmose em pacientes com manifestações neurológicas do município de Jataí/Goiás e o conhecimento sobre a doença. Um total de 14 pacientes com manifestação neurológica foram recrutados no Hospital das Clínicas do município de Jataí. A esses pacientes, uma entrevista baseada em um questionário padronizado foi aplicada a fim de obter dados sobre fatores de risco gerais relacionados à infecção por T. gondii. Além disso, o método de enzimaimunoensaio IgM e IgG anti T. gondii foi realizado em amostras séricas e de líquido cefalorraquidiano (LCR), além da sorologia anti-HIV. Os resultados mostraram que os pacientes compartilham vários fatores de risco associados à maior probabilidade de se ter a toxoplasmose, como hábito de comer alimentos mal lavados ou carnes cruas e malcozidas e de não manter hábitos de higiene, como lavar as mãos antes das refeições. Houve associação entre o conhecimento sobre a toxoplasmose e o conhecimento sobre sua transmissão, e o conhecimento sobre a toxoplasmose e o hábito de fazer refeições em restaurantes. Em relação aos dados sorológicos, nenhuma amostra de soro e nem de LCR apresentou anticorpos IgM e somente uma amostra de LCR apresentou anticorpo IgG anti T. gondii. No entanto, a sororreatividade para IgG em amostras séricas foi de 100%. Esse dado sugere que todos os pacientes tiveram contato com o protozoário e encontram-se em risco de desenvolver complicações seguidas de uma possível imunossupressão, já que tais pacientes procuraram o serviço de saúde com algum tipo de queixa neurológica. Tais resultados mostram riscos que podem levar à toxoplasmose e sugerem falha nas ações de prevenção da doença. Destaca-se que a atenção básica em saúde, por meio de programas que envolvem conscientização e mudanças de hábitos de vida, programas de capacitação de profissionais de saúde que atendam primariamente a população de difícil acesso aos serviços de saúde compõem meios de prevenção primária de extrema importância para minimizar a disseminação da toxoplasmose e suas complicações.

 

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