SUZIANE MARTINS SEVERINO

Lattes: SUZIANE MARTINS SEVERINO lattes

 

Dados de Conclusão:

AUTOR: SUZIANE MARTINS SEVERINO
TÍTULO: FATORES AMBIENTAIS, COMPORTAMENTAIS, NUTRICIONAIS E BIOQUÍMICOS ASSOCIADOS À OBESIDADE, RESISTÊNCIA À INSULINA E DIABETES MELLITUS TIPO 2
ORIENTADORA: Professora Doutora SANDRA APARECIDA BENITE RIBEIRO
Coorientadores: Professor Doutor HANSTTER HALLISON ALVES REZENDE e Professora Doutora DENISE SILVA DE OLIVEIRA
DEFESA DA DISSERTAÇÃO: 17/09/2021

Resumo:

O objetivo deste estudo foi analisar as associações entre os aspectos socioeconômicos, culturais, comportamentais e bioquímicos no índice de massa corporal, na resistência à insulina e no diagnóstico de DM2. A pesquisa foi realizada com 32 mulheres que preencheram questionários eletrônicos sobre condições socioeconômica, hábitos alimentares e prática de atividade física. Foi coletado sangue para as análises bioquímicas de glicemia, hemoglobina glicada, insulina (para cálculo da resistência à insulina pelo modelo HOMA-IR), perfil lipídico, 14,15 EET e 14,15 DHET, além dos dados antropométricos de peso, altura, circunferência da cintura e do quadril para cálculos do índice de massa corporal (IMC) e da relação cintura-quadril (RCQ). De acordo com a normalidade de distribuição da amostra, foram utilizados os testes de ANOVA um fator, seguido por Tukey, ou Kruskal-Wallis complementado por Dunns, Teste T ou Mann-Whitney. As correlações foram avaliadas pelo teste de Spearman. A amostra foi composta por 68,8% de mulheres com sobrepeso ou obesidade, 37,5% com diagnóstico de DM2, 50% com hipertensão arterial e 50,1% com valores de circunferência da cintura elevados e relacionados ao risco elevado para doença cardiovascular. Mulheres com diagnóstico de DM2 apresentaram valores maiores de IMC, RCQ, glicemia de jejum, hemoglobina glicada, HOMA-IR, triacilglicerol, lipoproteína de muito baixa densidade e de 14,15EET. Os valores de lipoproteínas de alta densidade foram menores nas mulheres com DM2. Em relação aos fatores modificáveis, observamos elevada prevalência de mulheres com maus hábitos alimentares (74% declararam ter hábitos não saudáveis) e 62,5% de relatos de prática de atividade física. Mulheres com condições socioeconômicas mais baixas apresentaram maior prevalência de obesidade abdominal, controle glicêmico insatisfatório e menores níveis de HDL do que mulheres com melhores condições socioeconômicas. Apesar de não encontrarmos associações entre hábitos alimentares e risco aumentado para o desenvolvimento de resistência à insulina e DM2, a prática de atividade física relatada foi importante para o controle glicêmico, lipídico e do índice de massa corporal. Os maiores níveis séricos de 14,15 EET cm mulheres com DM2 foram paradoxais, pois deveriam ser menores. Supomos que a utilização metformina e de liraglutida associadas à prática de atividade física, pelas pacientes com DM2, possam ter aumentado a atividade da enzima 5’-monofosfato-adenosina (AMPK). A AMPK, por sua vez, reduziu da atividade da enzima sEH, consequentemente diminuindo a conversão do 14,15 EET em 14,15 DHET. Em conclusão, houve alta prevalência de sobrepeso e de obesidade na amostra, sobretudo em mulheres com DM2. Enquanto os hábitos alimentares associaram-se à massa corporal, a prática de atividade física foi importante no controle lipídico, evidenciando a importância do estilo de vida saudável para a prevenção e tratamento da obesidade e do DM2. Os fatores ambientais relacionados às condições socioeconômicas, como renda familiar e escolaridade, foram relevantes para desfechos relacionados à obesidade, resistência à insulina e DM2, demonstrando a importância da pesquisa básica para o subsídio de políticas de saúde pública às populações vulneráveis.

 

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